7.19.2007

Bacterias marinhas uaproveitam luz para crescer!!

Estudo mostra que bactéria marinha aproveita a luz para crescer
da Efe, em Madri

Um grupo de cientistas espanhóis descreveu pela primeira vez como uma bactéria marinha obtém energia da luz para crescer. Até agora, pensava-se que os únicos seres vivos capazes de utilizar a luz no mar eram as algas, através da fotossíntese.

Este trabalho, publicado no mais recente número da revista "Nature", revela que uma bactéria marinha aproveita a luz para estimular seu crescimento graças a uma molécula, a proteorodopsina. A presença da bactéria também modificaria o fluxo de carbono na superfície do oceano, segundo os cientistas.

O Centro espanhol Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), a Universidade da Laguna (radicada na ilha de Tenerife) e várias instituições da Suécia participaram da pesquisa.

As bactérias marinhas são banhadas em luz e, "sendo esta uma fonte de energia a seu alcance, não é estranho verificar que a evolução tenha favorecido microorganismos que complementem seu modo de vida heterotrófico com energia da luz", afirma um dos autores do trabalho, o pesquisador do CSIC, Carles Pedrós-Aliou, que trabalha no Instituto de Ciências do Mar, em Barcelona.

A maior parte das bactérias marinhas é heterotrófica (requer matéria orgânica para seu crescimento) e, da mesma forma, que todos os animais, respiram oxigênio e produzem dióxido de carbono.

No entanto, segundo o cientista do CSIC, "estudos moleculares recentes detectaram em algumas bactérias marinhas usam um mecanismo alternativo de obtenção de energia, através da luz".

"Um destes mecanismos utiliza a proteorodopsina, uma proteína que inclui um pigmento, o retinal, parecido com o que os seres humanos têm na retina", detalha Pedrós-Aliou.

Da mesma forma que os painéis solares aproveitam a energia do Sol para transformá-la como energia elétrica, as proteorodopsinas, unidas a uma molécula de retinal, utilizam a energia solar para transformá-la em energia bioquímica.

Essa energia "extra" proporciona maior eficiência de crescimento, de modo que consumindo a mesma quantidade de matéria orgânica, conseguem formar uma descendência até quatro vezes maior, aponta a pesquisa.

Como conseqüência deste processo, uma comunidade microbiana rica nestas bactérias cresceria mais e produziria muita mais matéria orgânica em partículas a partir da mesma quantidade de substrato, proporcionando mais alimento para níveis mais altos da rede trófica marinha --e aceleraria o ciclo de carbono, segundo os especialistas.

Estas implicações no fluxo de carbono no oceano afetam assim o regulamento da concentração de CO2 na atmosfera e os mecanismos envolvidos na mudança climática global.

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