11.30.2008

Terapia gênica

Terapia gênica: um exemplo dessa metodologia

Esse esquema (César & Sezar) ilustra como pode ser feita a terapia gênica, ou seja, correção de alelos mutados através da utilização de vírus como vetores dos mesmos.

Uma maneira bem simples de explicar esse tipo de terapia:


Primeiramente o vírus é alterado, sendo dele retirados os genes que podem desenvolver algum tipo de doença do receptor, posteriormente adiciona-se o alelo não mutado nesses vírus. Estes são induzidos a infectar o receptor doente e inserem seu material genético como de costume, em suas células. Existem outras maneiras, por exemplo, infectam culturas de células e a injetam no paciente (já contendo o alelo saudável).

Terapia gênica mostra potencial contra câncer

Pesquisadores brasileiros estão usando com sucesso vírus especialmente projetados para consertar os defeitos genéticos que permitem o surgimento do câncer. Em testes feitos com animais, a estratégia, a chamada terapia gênica ou geneterapia, mostrou-se capaz de deter o avanço de dois dos principais tumores que afetam a população do país. Os resultados animadores foram relatados durante a XXII Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental. Bryan E. Strauss, do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (InCor), e Eugenia Constanzi Strauss, da USP, fazem questão de frisar que ainda não há previsão de testes da técnica em pacientes humanos. Mesmo assim, a dupla se mostra empolgada."
Os resultados têm sido realmente excelentes", afirma Eugenia Strauss. A terapia gênica é uma promessa relativamente antiga para o tratamento de doenças de forma precisa e racional, mas ainda não há nenhum protocolo disponível comercialmente mundo afora. No entanto, há sinais de que a tecnologia está ficando madura, resolvendo problemas como o risco de alterações na porção de DNA "saudável" dos pacientes.
No passado, essas alterações chegaram a causar a morte de algumas pessoas em testes clínicos.O casal Strauss e seus colegas estão usando uma das abordagens clássicas da geneterapia, que consiste em usar certos tipos de vírus como "cavalos-de-tróia". Os vírus recebem os trechos de DNA que os pesquisadores desejam inserir nas células cancerosas. Depois, ao se replicarem e invadirem o organismo, acabam fazendo de graça o serviço desejado. Há outras abordagens geneterapêuticas que não usam vírus, mas a dos cavalos-de-tróia tem justamente o apelo de espalhar o DNA desejado pelo tecido-alvo.A técnica foi testada experimentalmente em tumores humanos que foram "semeados" debaixo da pele de camundongos de laboratório.
Eugenia Strauss explica que a idéia é interferir justamente na regulação do ciclo celular, possivelmente a chave de todos os tipos de câncer. É que as células cancerosas são do tipo que não sabe quando parar: seu ciclo celular se desregula e elas se multiplicam a esmo. Com a inserção de genes reguladores do ciclo celular, espera-se que elas caiam em si, "percebam" que há alguma coisa errada e iniciem o chamado processo de apoptose, ou morte celular programada. "Nós queremos criar uma solução desse tipo que possa funcionar em vários tipos de tumor e que não dependa de atacar as modificações genéticas mais específicas de cada câncer", explica ela.
Nos camundongos, tumores de pulmão (os mesmos que aparecem por causa do fumo em humanos) e de próstata foram atacados com sucesso.Um dos planos para o futuro, além de possíveis testes clínicos, é também usar a estratégia contra problemas cardiovasculares. Quando um vaso sangüíneo é seriamente danificado, pode ocorrer a multiplicação descontrolada de células que fecham aquele ferimento. Mas entre as células o inferno também está cheio de boas intenções: esse curativo acaba tapando a passagem do sangue e causando uma série de problemas. "Acontece que essa proliferação é muito parecida com o que a gente vê em tumores, o que sugere que poderíamos usar alguns dos mesmos genes para evitá-la", explica Strauss.Por: Reinaldo José Lopes

http://www.ambienteemfoco.com.br/?p=5710

A Terapia gênica também pode ser aproveitada em outros contextos, leia o texto abaixo:

Doping genético
A última fronteira do uso de substâncias ilegais no esporte está cada vez mais próxima
Por Ivan PadillaA Agência Mundial Antidoping (Wada) agregou a modificação genética ao seu código de conduta como prática inaceitável em 2003. Os cientistas que trabalham com o programa de detecção acham que os primeiros casos serão descobertos nos Jogos de Londres, em 2012. Mas há quem acredite que o doping genético fará sua estréia já nas Olimpíadas de Pequim.O que é doping genético?É o aumento da performance esportiva conseguida por meio de mudanças genéticas. Não é como no doping tradicional, no qual apenas se ingerem as substâncias. As modificações podem ser feitas, por exemplo, em genes ligados ao crescimento muscular e, assim, melhorar a explosão. Outras alterações nos genes podem estimular a produção de eritropoietina (EPO), um hormônio secretado pelos rins que aumenta a concentração de células vermelhas. Isso aumentaria a absorção de oxigênio e, portanto, a resistência para provas de longo prazo, explica a revista New Scientist.
Como se poderá detectar o doping genético?Por motivos óbvios, os métodos não são divulgados. Poderá ser, por exemplo, pela própria concentração de alguma substância, em comparação com exames e testes de aptidão física feitos anteriormente. A Agência Mundial Antidoping designou há cinco anos uma equipe de cientistas apenas para desenvolver testes de detecção de doping genético. O discurso oficial é otimista. “A história mostra que toda técnica de doping tem encontrado uma resposta no antidoping. Assim foi com os anabolizantes, com a testosterona e com a EPO”, disse Eduardo de Rose, diretor de antidoping do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), ao JB Online.
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