4.19.2009

MEC diversifica adesão ao novo vestibular unificado

As novas alternativas propõem que o uso do novo Exame Nacional do Ensino Médio seja apenas parcial

18 Abr 2009 - 00h58min

O Ministério da Educação (MEC) cedeu e abriu o leque das formas de adesão ao novo vestibular unificado. Agora, as universidades federais poderão usar a nota do novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) praticamente da forma que quiserem, o que diminuirá a extensão da unificação e o impacto do programa. No entanto, poderá aumentar o número de instituições participantes já este ano.

São três novas formas de uso do novo Enem, além da já apresentada pelo MEC, todas elas propostas pelos reitores. Na ideia original, as instituições aderem ao Enem como etapa única do vestibular e, ao mesmo tempo, ao Sistema de Seleção Unificado (SSU). Com isso, o estudante se submete só a uma prova e, com a nota em mãos, escolhe cinco cursos e cinco instituições diferentes para se candidatar.

As novas alternativas propõem que o uso do Enem seja apenas parcial. Na primeira delas, a universidade usa a prova como uma primeira etapa e depois realiza uma segunda etapa local, com um vestibular realizado por eles mesmos. A segunda proposta é, hoje, a mais comum nas cerca de 13 federais que já usam o Enem: a nota da prova nacional é somada a de um vestibular tradicional como pontos extras ao candidato.

A terceira alternativa é a mais distante da proposta do MEC. Algumas instituições querem usar o Enem apenas para selecionar alunos às vagas que sobram do seu vestibular tradicional. Esse é o esquema usado hoje pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. No entanto, essa é uma das instituições que deve usar o Enem como prova única no novo modelo.

As universidades também poderão usar um tipo de seleção para alguns cursos e outra, para os demais.

“Há duas maneiras de conseguir essa unificação. Uma delas é impositiva, por ato do Congresso Nacional. Eu não acho que esse seja o melhor caminho”, declarou em Brasília o ministro da Educação, Fernando Haddad.

As alternativas apresentadas pelos reitores tiram da ideia do MEC um de seus principais benefícios: a possibilidade de um estudante, com uma mesma prova, candidatar-se a cinco instituições diferentes, a cursos diversos, em mais de um Estado sem precisar pagar por vários vestibulares ou viajar pelo País. Mesmo no caso em que as universidades decidirem por usar o Enem como primeira etapa, o aluno aprovado terá de viajar para responder a uma segunda prova.

As demais alternativas mantêm o vestibular tradicional, justamente o que o MEC gostaria de eliminar. E, no caso das que acreditam em usar a prova como parte da nota, os candidatos serão obrigados a responder dois exames complexos, extensos e de perfis diferentes para concorrer a apenas uma vaga. (das agências de notícias)



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