3.13.2010

Marsupiais

Eu tenho uma grande afeição pelos marsupiais, há alguns tempo coloquei aqui uma "foto desafio" de um bebê canguru, e hoje voltei para escrever um pouco mais deste adorável grupo...
Era o início da Mesozóica, a Gondwana começava a se separar, muitas mudanças climáticas estavam ocorrendo. Nossa história inicia-se com um pequenino marsupial insetívoro... e lá estavam os pequenos mamíferos marsupiais metatérios já "correndo para não sair do lugar" (analogia evolutiva com o diálogo da Rainha com Alice em Alice no país das maravilhas) . O período? há uns 140 milhões de anos - 40 milhões de anos antes já tinham aparecido os esquisitos, mas não menos importantes mamíferos monotremados prototérios (ornitorrincos e équidnas).

Fig.1 Gambazinhos no interior da bolsa materna. 

A característica principal dos marsupiais encontra-se em seu nome: marsupium em latim, que significa bolsa. São os fofinhos mamíferos que tem aquela bolsa onde carregam e alimentam seus filhotes. O exemplo mais famoso de marsupial seria o australiano canguru e seu primo wallaby, no entanto existem outras espécies tão adoráveis quanto eles! Podemos citar gambás, cuícas, catitas, diabos da Tasmânia (nada adoráveis) e coalas. 

Os bebês marsupiais nascem pequeninos (ver Fig.1), assemelhando-se de longe a pequenos camarõezinhos... nascem incompletos, através dos pelos da mãe eles se arrastam da vagina até o marsúpio, onde selarão temporariamente suas bocas nas mamas lá escondidas e protegidas.
Fig. 2: Gambá fêmea com filhotes

Os bebês não sugam o leite: a mãe os expele quase que continuamente. A gestação dos gambazinhos e parentes é bem curta- cerca de 40 dias,depois do nascimento permanecem cerca de 4 meses no interior do marsúpio e após esse período ficam ainda grudados no dorso da mãe por alguns meses.
                                                                                                                                               Fig. 3: Gambá fêmea com filhotes no dorso       
No caso dos cangurus, grande maioria das vezes ocorre o desenvolvimento de apenas um filhote por vez, e este abandona definitivamente a bolsa da mãe após 10 a 12 meses de hospedagem. 

Nós, placentários, assim como os gatos, cavalos, bois e capivaras, somos nutridos no útero de nossas mães através da placenta com o auxílio do cordão umbilical, anexo embrionário que nos coloca em íntimo contato com quilômetros de vasos sanguíneos de mamãe, os quais irão nos nutrir e retirar nossas excretas. Uma ligação análoga mas morfologicamente distinta, seria a da boca do bebê masupial e a mama no interior do marsúpio.  
A maior parte de marsupiais foi encontrada na América do Sul, levando-se em conta os fósseis, entretanto atualmente  3/4 dos marsupiais vivem na Austrália e arredores. Aqui no Brasil existem várias espécies de gambás e tambéms as charmosas cuícas e catitas.


Veja aqui o lindo vídeo do nascimento de um canguru!


Referências:
DAWKINS, R.  A grande história da Evolução. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, pags. 271-279.
PURVES, W.K et al. Vida: A Ciência da Biologia. São Paulo: ARTMED, 2002,  pags. 593-597.    




Um comentário:

  1. essas informaçoens sao muito boas vai cervi bem para o meu trabalho bjinhos e thau
    by:luana

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